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Reorganiza

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O Banif foi vendido?

por Reorganiza, em 22.12.15

banif-reorganiza.jpe

 

Depois de tantos meses com más notícias (algumas delas terrivelmente irresponsáveis) e com incerteza assistimos a um desfecho que já era provável. O Santander ficou com o que interessa do Banif e o resto é assumido pelos contribuintes. Neste contexto, interessará perceber o que fazer à sua conta no Banif.

Quer ser cliente do Santander?

A primeira e única pergunta que tem de se colocar é se quer ou não ser cliente do Santander. O Santander é um banco espanhol, com a agressividade comercial que caracteriza os bancos espanhois. Esta agressividade é vista nas boas condições associadas aos seus créditos. O crédito habitação e o crédito pessoal do Santander são muito agressivos, pelo que pode fazer sentido manter-se no banco e esperar pelas possibilidades de negociação com o banco.

Para que precisa de um banco?

Depois de saber se quer ser cliente do Santander poderá fazer sentido fazer uma outra reflexão. Para que precisa do banco? Para ter lá as suas contas poupança (que na maioria dos casos são pior remuneradas do que os certificados de aforro)? Para as suas transações do dia-a-dia? Ou para outra coisa qualquer?

A tendência da banca vai-se manter

Depois do BPP, BPN, Novo Banco, Banif… a tendência de consolidação da banca irá manter-se. Ainda existem desafios no setor financeiro. Alguns bancos têm a necessidade de ser recapitalizados. Outros bancos irão ter de ter uma reconfiguração da sua estrutura acionista. E a grande maioria deverá ter de reduzir de forma expressiva a sua estrutura de custos. Ou seja, deveremos ter mais despedimentos e a redução do serviço prestado pelos gerentes de conta.

Os bancos vão-se voltar para os clientes com dinheiro

Infelizmente, parece-me que a tendência para os próximos anos no setor financeiro, quer seja o português quer o internacional, passará pela desintermediação. Ou seja, os bancos irão apostar nos clientes com elevado património e deixar os clientes de retalho (com património abaixo dos €50.000-€100.000, para ser simpático) para uma relação à distância. Sim, será mais difícil ter aconselhamento. Mas isso talvez não seja assim tão mau pois também não terá um comercial a tentar vender-lhe todo o tipo de produtos que apenas geram comissionamento para o banco.

Consumismo de Natal

por Reorganiza, em 09.12.15

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Entrámos na época de consumo por excelência. No passado, o Natal era entendido como um período de grande união familiar. Hoje em dia, o consumo (e o consumismo) têm-se assumido cada vez mais como a tónica dominante em Dezembro. Não dizemos que os presentes e o simbolismo não devam fazer parte.

 

E não queremos também apelar para a austeridade sem sentido. No entanto, parece-nos que devemos apelar para uma reflexão sobre aquilo que é realmente importante nesta altura, porque as nossas respostas irão ter implicações profundas na forma como encaramos o dinheiro, o consumo e a poupança.

O consumo é positivo… mas não é tudo na vida!

O consumo não é algo errado à partida. Aliás, sem ele não poderíamos viver. Parece-nos, contudo, que esta febre de consumo não nos faz nada bem, especialmente porque é desligado do nosso nível de vida e das nossas possibilidades orçamentais. Numa análise fria, não é por acaso que o volume de endividamento tem uma tendência crescente, apesar de já estar em níveis demasiado altos.

Por que não ser mais criteriosos na oferta de presentes?

Por que não ser diferente nesta época? Por que não optar por um maior rigor na atribuição de presentes (em família e nas empresas podemos sempre fazer o “irmão secreto” e assim evitar dar presentes a todos.

Outras famílias juntam algum dinheiro para distribuir em instituições sociais).

A imaginação e o engenho podem ser utilizadas para reduzir o consumo e aumentar os níveis de poupança, ao mesmo tempo que eliminamos o consumismo e apelamos a um maior sentido para as nossas vidas.

Avós, por que não abrir uma conta poupança?

Os avós (ou os tios) podem criar o hábito de poupança nos seus netos com a constituição de contas poupança. Através de entregas periódicas ajudariam a criar o hábito de poupança, nos seus netos, transmitindo-lhes ao mesmo tempo as potencialidades de uma postura de poupança e corte de custos que será essencial para poupar dinheiro.

Black Friday – O que aprender?

por Reorganiza, em 02.12.15

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Há dias assistimos à corrida do Black Friday. Um dia em que supostamente os preços de um conjunto extenso de produtos caem abruptamente. Neste artigo queremos deter-nos na lógica deste dia e em algumas lições que podem ser importantes de retirar.

Será que precisamos mesmo de comprar?

A primeira reflexão que podemos fazer consiste em perceber se precisamos mesmo dos artigos que estão em promoção. Será que são mesmo úteis? Será que não são produtos que serão descontinuados? Será que esta suposta oportunidade única vale a pena e é justificada?

Infelizmente, muitas vezes fazemos comprar apenas porque os produtos estão em promoção. Ou em destaque… e acabamos por tomar más decisões, decisões que não são enquadradas com o nosso orçamento familiar ou que nos levam mesmo a fazer um crédito pessoal para nada…

Como justificar a loucura do consumo?

É pena pensar nisso. Olhamos para imagens que chegam muitas vezes a ser deprimentes. Que nos chegam a chocar. Pessoas a correr para comprar telemóveis e outras tantas coisas… e para quê?

Podemos precisar de determinados produtos e pode fazer sentido aproveitar oportunidades. No entanto, diz-nos a experiência que é possível encontrar diversas oportunidades noutros dias ou, por que não, em outlets. É tudo uma questão de procurarmos…

Por que não fazer um Black Friday da poupança?

Temos meses em que temos rendimentos mais elevados. Seja com o reembolso do IRS, o subsidio de férias/Natal ou mesmo algum prémio extraordinário. E por que não aproveitar esta oportunidade para reforçar as nossas contas poupança e, com isto, garantir que iremos receber juros (em vez de pagarmos juros nos nossos créditos pessoais ou mesmo no crédito consolidado?)

Não viver para o dinheiro

Ter uma postura de poupança irá ajudar-nos a não viver constantemente focados no consumo e na despesa. Irá ajudar-nos a viver desprendidos dos bens materiais que apesar de fazerem falta não nos definem e não devem ser utilizados como forma de compensação.

 

 

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